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Cães ajudam crianças na alfabetização

 


Quem não percebeu como é especial o envolvimento da criança com o cachorro? Saiba que essa relação vai muito além. Ela pode ajudar na alfabetização dos pequenos. Não como uma forma de ensino, mas como uma espécie de terapia.
É o que propõe uma escola no Reino Unido, a St Michael´s Primary School.
A instituição afirma que a técnica é, sim, eficaz para a melhora da leitura das crianças.
O objetivo do programa, que trabalha com cães treinados de uma empresa especializada, é fazer com que as crianças ganhem confiança para ler em voz alta. E os cachorros têm se mostrado bons parceiros nesse processo. Mas, por quê? Com eles, a criança sente segurança de não ser criticada se falar alguma palavra errada.
“Esse conforto deve-se ao fato de ela poder mostrar para ‘alguém’ que não tem essa habilidade o que pode fazer. Ela testa algo que não domina com ‘quem’ também não sabe”, diz Rita Callegari, psicóloga infantil do Hospital São Camilo (SP).
Porém, mais importante que isso, ressalta Rita, é a relação ímpar e o amor incondicional que o cachorro pode ter com a criança.
“Quando os pequenos estão aprendendo coisas novas, em especial na etapa de alfabetização, é fundamental que tenham alguém amoroso ao lado, sem olhar feio se errar. E o máximo que o cão pode fazer é abanar o rabo ou querer comer um pedaço do livro”, diz.
Martin Ford, um dos professores que ajudou a introduzir o sistema na escola, disse que a prática tem motivado as crianças a lerem em casa e na escola. Ele afirmou ainda que qualquer maneira que as leve para a leitura é um caminho positivo, o que não exclui a necessidade dos métodos formais de ensino.
"As crianças que mais se beneficiam são aqueles com baixa auto-estima e, muitas vezes, não é a sua leitura que é ruim, mas a sua confiança. Ler para os cachorros lhes dá confiança e permite a elas se comunicar”, afirmou Julie Lankshear, responsável pela ONG que traz os cães para o projeto.    
Mais do que o aprendizado e o incentivo a leitura, o projeto pretende incentivar os alunos a ter coragem de errar. Só assim eles conseguirão ter muitos acertos, não só na sala de aula como na vida.

Fontes: Revista Crescer / Daily Mail


 
 


Cães levando um pouco de alegria e esperança ao asilo

                                              
É mais um dia de trabalho para Iron e Lion - mas nada de patrulhamento. Hoje o expediente é em um asilo em São Gonçalo, o dia mais feliz da semana. Todas as quintas-feiras, idosos que muitas vezes não recebem visitas nem mesmo das famílias encontram os amigos.

Repórter: O que eles fazem que deixam você alegre?

Idosa: Vêm me visitar.

“Eu me sinto quase boa, curada”, conta outra idosa.

A chamada cinoterapia já mudou a vida de muita gente. Os animais ajudam a fortalecer a memória, trazem lembranças da infância. “Eu tinha uma cachorrinha e um cachorro, um vira-lata”, lembra uma senhora.

E enchem essa turma de coragem. Hernandez sofria de síndrome do pânico. Tinha medo de sair, de encontrar outras pessoas. Agora... “Estou me sentindo bem, forte”, comemora ele.

“O cão tem essa possibilidade por não ter preconceito. Então, ele aceita o idoso ao se aproximar e os idosos por sua vez sabem que não serão rejeitados de alguma maneira pelo cão”, explica a fisioterapeuta Marília Bernardes.

“Mudou tudo. O idoso tem mais cuidado até com ele mesmo. Mudou o convívio entre todos os idosos. Eles passaram a se respeitar uns aos outros muito mais”, garante o diretor do asilo, Hélio Jorge Abicalil.

Para chegar até isso, o trabalho foi longo. Primeiro, os animais foram selecionados pela Polícia Militar. Apenas os mais dóceis passam no teste.

“A parte de saúde física também é muito importante. Atestamos que esse cão não tem nenhuma doença infecto-contagiosa pelos exames que fazemos, os tratamentos clínicos que fazemos de prevenção, de profilaxia e conseguimos trabalhar em uma segurança tanto na parte mental como na parte física do cão”, afirma o tenente-coronel Ricardo Quemento Lobasso.

Mas para cães que trabalham com crianças, o treinamento é um pouquinho diferente, porque, é claro, os pequenos acabam puxando a orelha, o rabo, apertando com força.

“Esses cachorros têm que estar preparados para situações como convulsões, porque o cachorro comum pode se assustar e pode ter a reação de atacar”, comenta o veterinário Heverton José Gonçalves.

João Paulo é o orgulho do projeto. A amizade com o cocker spaniel Nino fez o menino, que tem paralisia cerebral, melhorar os movimentos, gostar das sessões de fisioterapia e o mais importante: voltar a sorrir.
 
 
 

Terapia assistida por animais

 Autoria: Alberto Paiva 
(Terapeuta Animal)
 


Um cão pode ser o melhor amigo dos seus filhos, protegendo-os e contribuindo para aumentar os seus níveis de segurança.No entanto, nunca deixe que o seu filho se aproxime de um cão quando este se alimenta, nem mesmo dos cães mais dóceis e pacíficos. Este é o momento em que qualquer cão está mais alerta, e vai, por todos os meios, tentar afastar as pessoas do seu alimento.
O relacionamento entre a criança/jovem e um animal de estimação é benéfico em vários aspectos da vida social, afetiva e intelectual.
Existem muitas vantagens que têm sido apontadas como decorrentes desse relacionamento, como: ajudar a desenvolver a capacidade da criança e do jovem de se relacionarem afetivamente com outras pessoas; desenvolver o sentido de responsabilidade na criança ou jovem, que possui um animal que depende dos seus cuidados; favorecer a aprendizagem de fatos fundamentais da vida, como o nascimento, a procriação e a morte de uma criatura viva; desenvolver a capacidade para lidar com os aspectos não verbais presentes no relacionamento social, ou seja, aprender a observar e interpretar a linguagem dos gestos, das posturas e dos movimentos, essencial no relacionamento criança ou jovem-animal; ajudar a desenvolver atitudes humanitárias na criança/jovem, em relação ao animal como um ser vivo;despertar a consciência ecológica e a responsabilidade ética da criança/jovem diante da natureza e dos seres vivos.
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No decorrer dos últimos 15 anos, um novo papel tem sido descoberto para os animais na vida das crianças/jovens.
A literatura especializada tem mostrado como eles podem tornar-se auxiliares terapêuticos valiosos no tratamento de vários tipos de problemas físicos e psicológicos infantis/juvenis.
Diversos autores têm realizado investigações que nos levam a reconhecer, nos animais, mais um recurso no tratamento de crianças/jovens com problemas emocionais, de aprendizagem, de linguagem ou autistas.
Mesmo nas crianças/jovens que experimentam situações de stress apenas temporariamente, a companhia de um animal pode contribuir para avaliar a ansiedade e suprir o apoio emocional.
Outras investigações dentro desta área, foi constatado que os animais envolvidos no tratamento de crianças/jovens chegam a desempenhar um papel similar ao do próprio terapeuta. Um estudo realizado pela equipa de Mallon (1994), com 80 pacientes entre os 7 e os 26 anos de idade, num centro de tratamento onde residiam, revelou que essas crianças e jovens se relacionavam com os animais como se eles fossem "terapeutas" ou "co-terapeutas".
A motivação que levava a criança/jovem a se aproximar dos animais e mesmo o seu comportamento em relação a eles eram semelhantes aos motivos e ao comportamento direcionados ao terapeuta.

Estas crianças e jovens visitavam os animais quando se sentiam tristes ou com raiva, com o intuito de se sentirem melhor.
Os sujeitos também falavam, conversavam com os animais, com um sentimento de segurança podendo abordar os seus segredos e problemas pessoais, sem o medo de que essas confissões fossem transmitidas a outra pessoa.
São diversas as formas pelas quais a companhia de um animal pode auxiliar no tratamento de uma criança/jovem, diante de um problema físico ou psicológico. Certamente, o relacionamento entre a criança/jovem e o animal também pode gerar algumas dificuldades, riscos de algum ferimento ou transmissão de doenças mas, geralmente, os benefícios ainda superam essas desvantagens.
Os exemplos abaixo ilustram algumas das várias aplicações que têm sido utilizadas com animais no tratamento de crianças/jovens.

Recentemente, Katcher e Wilkins (1998) concluíram que os animais também poderiam ser um auxílio importante no tratamento de alterações comportamentais infantis e sugeriram integrar o contato com animais em programas de tratamento de crianças e adolescentes, particularmente nos casos de déficit grave de atenção, autismo infantil, hiperatividade e alterações de conduta (como agressividade excessiva).
Os autores apresentaram os resultados obtidos com mais de 50 sujeitos e concluíram que a terapia com auxílio de animais tem efeitos terapêuticos significativos, persistentes e amplos em crianças e adolescentes.