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“Ser pai não é duplicar a função de mãe mas sim dar uma nova dimensão à vida da criança”


O Papel do Pai

Estudos científicos mostram que o papel do pai começa desde cedo. A sua participação e o seu envolvimento devem ter início no momento mais precoce possível. Sabe-se, inclusive, que ao participarem no parto, os pais se sentem extremamente úteis. Mas nem sempre tal se verificou.
O modelo de pai que antes se refletia no controlo e na autoridade no lar, reservava para a mãe as tarefas domésticas, incumbindo-a de tratar única e exclusivamente da educação dos filhos. Este modelo de família tradicional estava assim organizado segundo uma hierarquia em que a figura paternal se baseava essencialmente no poder econômico, isentando-se por completo de possíveis manifestações afetivas para com os seus filhos.
Devido às mudanças sociais que se fizeram sentir a partir da década de 60 (como a emancipação da mulher), estabeleceram-se novas relações entre homens e mulheres, levando ao aparecimento de novos padrões familiares. O homem tem assim assistido à ruptura progressiva da hierarquia doméstica, assim como ao questionamento constante da sua autoridade.
Apesar do papel materno prevalecer sobre o papel do pai, sabe-se que a importância da figura paternal é altamente notória no desenvolvimento cognitivo, emocional e social de uma criança. Por outro lado, a relação estabelecida com os filhos ajuda ao desenvolvimento pessoal do homem enquanto pai.
Vários são os especialistas que defendem que a quebra do vínculo afetivo com o pai pode gerar sentimentos de abandono e de rejeição por parte da criança que se poderão repercutir nas relações por ela desenvolvidas no futuro, comprometendo a formação de novos vínculos. Guy Coreant, psicólogo, postula que “o pai é o primeiro outro que a criança encontra fora do ventre da mãe”, sendo esta presença que lhe vai servir como suporte e apoio, possibilitando o seu desprendimento da mãe e a passagem do mundo da família para o mundo da sociedade. Raissa Cavalcante defende que a figura paterna é a que permite à criança entrar num horizonte de novas possibilidades.
Disto tudo, e não questionando de forma alguma o papel da figura materna no desenvolvimento psico-social de uma criança, podemos concluir que não é por isso que a figura paterna se torna dispensável. Assim, e porque “ser pai não é duplicar a função de mãe mas sim dar uma nova dimensão à vida da criança”, a construção de relações afetivas duradouras (e saudáveis), seja com o pai seja com a mãe, só traz vantagens para o desenvolvimento de uma criança: ao terem um papel mais ativo no acompanhamento dos seus filhos, vão contribuir para a formação de expectativas relativamente a relações futuras que as crianças possam vir a desenvolver.
Pensemos nisto.
 
 


Os medos são sentimentos totalmente normais



A criança tem medo. Se seu filho sofre por algum medo, é muito importante que lhe transmita tranquilidade, segurança, e o ajude a superar seus medos com muito carinho e compreensão. De uma forma geral, os medos podem aparecer em crianças de idade entre os 3 e 6 anos. A criança ainda não entende o mundo que a rodeia e tão pouco é capaz de separar o real do imaginário. Nos primeiros anos de vida, a criança conhece a existência de personagens através dos contos, filmes, etc., daí, passa a inventar companheiros e personagens, inclusive situações imaginárias.

Os medos aparecem e desaparecem nas crianças

Alguns medos chegam a ser prejudiciais ao desenvolvimento da criança. No entanto, alguns temores podem fazer com que a criança evite algum acidente: por exemplo: medo de atravessar uma rua, medo de cair do balanço, medo dos animais, etc. São medos que ensinam a criança a ser mais precavida em situações que exigem mais cuidado.

Segundo alguns pesquisadores, os medos aparecem e desaparecem, e às vezes sem dar-nos conta dele. E mudam de acordo com o crescimento da criança. As crianças começam a ter medo das pessoas estranhas, objetos esquisitos, ruídos fortes, escuridão, e logo começarão a ter medo da morte, dos monstros, ladrões, etc. Muitos desses medos são induzidos pelo ambiente externo como os filmes, os contos, as histórias de amiguinhos, e outros estão fundamentados em experiências negativas em casa ou fora dela, e de fato podem ajudar aos pais como alarme para identificar situações de algum maltrato ou abuso do seu filho.

Um dos medos mais comuns nos pequenos, é a angustiosa separação dos seus pais, o medo do abandono. Quando sua mãe o deixa numa creche ou com outra pessoa e se vai, o bebê ou a criança não sabe quanto deve esperar para revê-la. É aí que aparece o medo da perda definitiva, já que a criança não tem capacidade de medir o tempo. Mas à medida que a criança amadurece, vai conhecendo com mais profundidade a realidade, e assim superará seus medos. Não é possível acabar com todos seus medos porque estes lhes permitem entender o mundo e a sentir-se mais seguros em sua habilidade de lutar contra eles.


Ajude seu filho a superar os medos


Para ajudá-lo é necessário identificar primeiro do que o seu filho tem medo


Em situações de ansiedade e de medo nas crianças, os pais devem ter muito claro que sua ajuda é de fundamental importância na superação de tais sentimentos. Os medos não constituem um grave problema. Desse modo, o importante é identificar do que o seu filho tem medo e a partir daí, posicionar-se ao seu lado para que juntos superem esse mal momento.

Sugestões para ajudar seu filho contra os medos

- É muito importante que escute seu filho, permitindo-lhe que expresse todos os seus medos.

- Fale com seu filho sobre os seus medos. Tente saber o que é que o assusta. Dê importância sem ignorá-los.

- Transmita afeto, proteção, tranquilidade e confiança. Dessa forma, seu filho lhe contará sempre sobre seus medos, e poderá ajudá-lo que os supere e cresça mais seguro de si mesmo.

- Estimule seu filho a expressar seus medos sem sentir-se ridicularizado nem envergonhado. Para isso é necessário que aceite os medos como reais. Conte a ele por exemplo de situações que te assustaram quando era pequeno e de seus medos.

- Enfrente o problema com seu filho. Quando ele não for capaz de fazer algo sozinho, tente fazê-o com ele para que possa comprovar que não é nada demais. Se por exemplo, ele não quer entrar em seu quarto no escuro, dê a mão a ele e entre junto.

- Não perca a oportunidade de ensinar seu filho como outras pessoas agem com confiança naquelas situações que ele tem medo. Se seu filho vê outra criança pegar uma formiga pode ser que o ajude a perder o medo dos insetos.

- Premie seu filho cada vez que ele consiga avançar na superação do medo. Elogie seu esforço, seu êxito, sua valentia e sua decisão. Desta forma estará animando-o e dando-lhe mais confiança.

- Quando seu filho estiver passando por uma situação de medo, trate de distraí-lo com jogos. Por exemplo: se o medo que tem é do escuro, invente jogos de espionagem ou de busca de tesouros com lanternas em um quarto escuro. E quando ele conseguir encontrar o tesouro (imaginário), diga-lhe o valente que ele foi e faça-o notar que não passou nada demais.

- Conte-lhe sempre a verdade. Às vezes é o desconhecido e a falta de informação o que provoca os temores no seu filho. Se ele se assusta com contos de ogros, bruxas, etc., diga-lhe que todos os personagens não existem na realidade e que vivem somente nos contos, nos filmes, etc. Repita muitas vezes se necessário.


O que os pais devem fazer diante da violência escolar



Que podem fazer os pais quando seu filho é o agressor ou a vítima na escola. A intervenção dos pais, tanto da vítima como do agressor, diante da ocorrência deste fenômeno é fundamentalmente necessária. Siga alguns conselhos de como devem reagir os pais.


Quando seu filho é a vítima

No caso em que os pais suspeitem que seu filho é agredido ou vítima de bullying, não lhe diga que resolva seus próprios problemas. É extremamente positivo que estabeleça um canal de comunicação de confiança com seu filho para que ele se sinta à vontade em falar contigo sobre tudo de bom ou de mal que esteja vivendo. Se seu filho é uma vítima, fale com ele, e se comprometa em ajudá-lo a resolver este problema. Diga-lhe que ele não é culpado desta situação. Não o faça sentir-se culpado nem o abandone. Tente sempre algo mais.

Junto ao seu filho, fale do assunto. Faça-o sentir-se protegido, sem estimular a dependência. Envolva quanta gente seja possível e siga esses conselhos:

1- Investigue em detalhe o que está ocorrendo. Escute seu filho e não o interrompa. Deixe que desabafe sua dor.

2- Coloque-se em contato com o professor do seu filho, com a direção do colégio e com o coordenador de estudos para alertá-los sobre o que ocorre, e peça sua cooperação na investigação e na resolução do acontecido.

3- Não estimule seu filho que seja agressivo ou se vingue. Pioraria mais a situação.

4- Discuta alternativas seguras para responder aos agressores e pratique respostas com seu filho.

5- Caso a agressão continue, prepare-se para colocar-se em contato com um advogado.

6- Dependendo do grau de ansiedade e de medo que esteja envolvido o seu filho, busque um psicólogo para ajudá-lo a superar este trauma. Mas jamais se esqueça que a melhor ajuda, nesses casos, é a da família.

7- Mantenha a calma e não demonstre tanta preocupação. Demonstre determinação e otimismo.


Quando seu filho é o agressor

É muito difícil para muitos pais reconhecerem algo negativo na conduta de seus filhos, por isso é muito importante, quando se detecta o caso, que eles trabalhem diretamente com a escola para resolver este problema, de uma forma imediata, já que normalmente o problema de uma má conduta pode crescer como uma bola de neve. O que jamais devem fazer os pais do agressor é usar de violência para resolver o problema. Podem ser acusados de maus tratos ao seu filho.

Melhor seguir alguns conselhos:

1- Investigue o porque do seu filho ser um agressor.

2- Fale com os professores, peça-lhes ajuda, e escute todas as críticas sobre seu filho.

3- Aproxime-se mais dos amigos do seu filho e observe que atividades realizam.

4- Estabeleça um canal de comunicação e confiança com seu filho. As crianças necessitam sentir que seus pais os escutam.

5- Tome cuidado para que não culpe aos demais pela má conduta do seu filho.

6- Colabore com o colégio dando seguimento ao caso e registrando as melhoras.

7- Canalize a conduta agressiva de seu fiho até algum esporte de competição, por exemplo.

8- Deixe claro ao seu filho que a conduta de agressão não é permitida na família.

9- Deixe claro o que ocorrerá se a agressão continuar.

10- Ensine-o a praticar boas condutas.

11- Não ignore a situação. Mantenha a calma e procure saber como ajudar ao seu filho.

12- Incentive seu filho a manifestar suas insatisfações e frustrações sem agressão.

13- Demonstre ao seu filho que continua amando-o tanto quanto antes, mas que desaprova seu comportamento.

14- Anime-o para que reconheça seu erro e que peça perdão à vítima. Elogie suas boas ações.

[Escrito por Pablo Zevallos]




O filho único









O filho único possui mais qualidades que defeitos
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Sempre foi dito que o conceito de filho único estava associado com a extrema proteção e a má educação. No entanto, hoje em dia, o panorama dessa situação está mudando. As investigações chegam a assegurar que uma criança que é filha única, possui mais qualidades que defeitos.

Antes, o filho único, tinha fama de crer que era o centro do universo, de ser egoísta, malcriado e rebelde. Hoje em dia vê-se o lado positivo da situação. Considera-se o filho como uma pessoa normal, independente que seja filho único ou não.

Segundo a psicóloga argentina Gabriela Ensinck, o fato de ser filho único, não é um elemento que define por si só o futuro de uma criança. Sua evolução, como a de qualquer outra, depende da educação que lhe dê seus pais. O filho único pode ter um desenvolvimento tão sadio como o filho com muitos irmãos. Alguns problemas que experimentam as crianças, como a dependência dos pais, o consentimento, a superproteção, a introversão, etc., não são apenas características dos filhos únicos. Deve-se, na maioria das vezes à maneira como os pais as educam. Hoje entre 20 e 30% dos casais têm apenas um filho.

São muitas as famílias que decidem ter apenas um filho por diferentes razões. Em primeiro lugar, ter apenas um filho, dá à mãe mais oportunidade de trabalhar fora de casa. Em segundo lugar, muitos pais não chegam a ter o número desejado de dois ou três filhos devido a uma ruptura antecipada matrimonial. Em terceiro lugar, a infertilidade, impede o nascimento de mais crianças. Na China a situação é especial. O governo limita a população a ter apenas um filho.


Existe algo positivo em ter somente um filho?

Por um lado, para as famílias supõe-se a metade de preocupações e a metade de gastos. Além de tudo é possível ocupar-se melhor do filho e dar-lhe mais oportunidades e facilidades na vida. Existem especialistas que afirmam que os filhos únicos possuem mais capacidade para ser vencedores na vida. Consideram que a criança vive com uma carga menor de ansiedade porque não tem que disputar o espaço nem a atenção dos seus pais. O que pode ser incoveniente porque a criança não aprende a compartilhar.


Tudo lhe pertence

O problema de crescer sem irmãos é que todas as expectativas e as exigências familiares estarão postas sobre ele. Talvez seja por isso que alguns estudos sinalizam que um filho único cresce com idéias de vencedor, devido que seus pais projetam nele suas próprias ilusões e sempre lhes exigem dar o melhor de si mesmos. O filho único sofrerá os medos e erros dos seus pais. Não terão com quem compartilhar. E além disso, aborrecem-se um pouco mais que o normal. Mas nada é tão definitivo. Tanto os filhos únicos como os que têm irmãos passam pelas mesmas situações.

[Escrito por Vilma Medina]
 
 


Crianças sem valores e limites

Na era moderna, é comum vermos crianças sendo levadas a exercerem papéis e hábitos que nem seu corpo nem sua mente estão preparados. Outro dia em uma emissora de televisão foi exibida uma reportagem sobre o beijo, mostrando que crianças a partir dos 5 anos já iniciam o primeiro beijo na boca.

É claro que nessa idade sequer elas compreendem o significado do beijo, mas essa realidade gera preocupação. Até que ponto, reportagens como essa ajudam a criança? O beijo é o início de uma relação sexual. Quando se trata de descobertas da criança, deve-se levar com naturalidade, mas aconselhá-las.

Não adianta fecharmos os olhos para uma realidade que está patente aos olhos de todos: o homem tem perdido sua identidade, seus valores, e muitos pais se conformam dizendo: “temos que acompanhar as mudanças do mundo moderno”. A conformidade é traço de quem diz: “não tem jeito mesmo, melhor me adaptar”. Mas tem jeito sim. Princípios que recebemos dos nossos pais, devem se estender pelas futuras gerações. Valores como obediência, honra aos pais, disciplina, respeito, devem ser mantidos. É mais fácil ser levado pela maré, do que nadar contra ela. Que tipo de herança estamos deixando para nossos filhos?




Filhos sem limites, futuros adultos frustados

Crianças que crescem sem limites, serão adolescentes extremamente problemáticos. E adultos frustrados e sem caráter.

Criar um fiho já não é fácil, mas educá-lo é muito mais desafiador. Isso irá requerer dos pais, não apenas conselhos, mas exemplos de vida no dia-a-dia, dedicação para aconselhamento, para diálogos, para ensiná-los sobre sexualidade, respeito, amizade, e isso requer tempo, o que parece que os pais atualmente não dispõem. Devido a isso, e outros fatores, a depressão infantil, é cada vez mais comum.

Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, grande parte das nossas crianças são criadas por babás, avós, e isso faz com que os pais, para compensarem sua falta na vida diária da criança, fazem todas as suas vontades e compram tudo o que podem para elas.

Outro fator que tem influenciado as crianças a hábitos e costumes degenerados são as novelas, voltados ao público adolescentes, onde estes passam de mão em mão com a maior naturalidade, e termos como “ficar”, “BV” (boca virgem), “BVL” (boca virgem de língua), são linguagens que crianças começam a ouvir desde cedo e quando estão na pré-adolescência querem exercer atitudes de adultos, sem estarem preparados.

A internet, através de sites de relacionamentos que viraram febre, também tem todo tipo de categorias que as crianças ficam expostas se quiserem entrar. E isso tudo sem o conhecimento dos pais.

Em um Shopping de uma cidade do interior da Bahia, por exemplo, já existem, segundo a delegada da infância, pontos de prostituição infantil, gangues de crianças a partir dos 9 anos. E os pais dizendo-se modernos, deixam seus filhos nesses lugares sem a mínima preocupação. Meninos de 10 anos no estacionamento do Shopping bebem vodka pura.

Segundo essa delegada, que tem três filhos, entre 8 e 14 anos, o termo “mico” está na boca de todo adolescente. E aconselha: “Meus filhos podem falar que é mico, king kong, orangotango, ou o que seja. Só vão ao Shopping sob minha vigilância, e quando vão a alguma festinha que pedem que deixem os filhos na porta da residência, não permitindo a entrada dos pais, só as crianças, eu entro, vejo o ambiente, e se os pais do aniversariante estão presentes. Só depois disso tudo é que deixo meus filhos com tranquilidade.

Com a falta de tempo dos pais, os filhos iniciam desde cedo inversão de valores, e aprendem, o que deveria ser aprendido dos pais, com os coleguinhas mais “descolados”, mais espertos, ou com pedófilos que encontram em sites de relacionamentos. Está mais que na hora de nós, pais, despertarmos para uma dura realidade. Ou retomamos a educação dos nossos filhos, ou em breve os perderemos para as drogas e a prostituição.

[Escrito por Pablo Zevallos]
 


Não devemos ignorar os medos das crianças


Tão importante como saber o que fazer é o que NÃO se deve fazer quanto à superação do medo de uma criança. É muito importante que os pais respeitem e busquem entender os medos que seus filhos têm. Os medos são inevitáveis, mas controláveis se a criança conta com a confiança e a ajuda dos pais e responsáveis.

Conselhos que ajudarão a você e a seu filho para que superem juntos o medo

- Não assuste seu filho com histórias de fantasmas, bruxas, etc., principalmente antes de dormir. Você tem que dizer-lhe que esses personagens somente existem nos contos e filmes.

- Não ria dos temores que seu filho expressa. Se o ridiculariza ou zomba do seu medo, diminuirá sua confiança. Frases como: “não seja bobo”, “crianças como você não devem ter medo disso”, ou “ não tem vergonha de ter esses medos...”, não contribuirão para diminuir o temor que ele sente. Pelo contrário, o desanimará a compartilhar seus temores contigo.

- Não transmita mais medo ao seu filho do que ele já tem. Ele necessita ter segurança e confiança. Não ignore seus medos. Não minta, por exemplo, dizendo-lhe que uma injeção não doerá ou algo parecido. Se mente sobre uma situação de medo, produzirá mais temor. Ajude-o a preparar-se para enfrentar a situação com verdade e honestidade. Se seu filho tem medo de ir ao colégio, ouça suas razões, leve-o à escola, visite e mostre sua sala de aula e diga-lhe o quanto irá aprender ali.

- Não obrigue seu filho a passar por situações que ele tem medo. Os medos não se superam enfrentando-se a situação de uma vez por todas. Em lugar de ajudar, algumas vezes isso intensifica o medo. Seu filho tem o direito de acostumar-se pouco a pouco com a situação que ele teme. Não o obrigue ver um filme do qual ele tem medo, ou que acaricie um cachorro que ele não gosta.

- Não transmita seus temores pessoais ao seu filho. Se você tem medo de aranhas, seu filho pode sentí-lo. A forma como você enfrenta seus próprios medos dará ao seu filho o padrão a seguir para enfrentar situações similares.

- Não o chame de covarde, ou infantil se o seu filho se mostra temeroso diante de qualquer situação. Não o ridicularize. Isso não o ajudará em absoluto. O fará sentir-se inseguro, necessitado de carinho, solitário e sem compreensão.

- Não o obrigue a afrontar seus medos sozinho. Isso é um enorme erro. Nunca obrigue seu filho a entrar no seu quarto escuro se ele não quiser fazê-lo. Você provocará um aumento da sua ansiedade e contribuirá para esse medo aumentar e até perpetuá-lo. Além disso, o sentimento de não ser capaz de enfrentar a situação não o deixará sentir-se orgulhoso de si mesmo.

- Não dê importância demasiada. Se cada vez que vê um cachorro, você se coloca entre seu filho e o animal e insiste que você o defenderá, a criança acabará pensando que todos os cachorros são realmente perigosos e não poderá superar seu medo.

- Não ignore os medos do seu fiho. Se assim o fizer, a criança se sentirá perdida e só. Não encontrará a forma de enfrentar o problema e perceberá da sua parte, desinteresse e falta de carinho e de atenção.
 


Quando tirar a chupeta e a mamdeira?

A chupeta e mamadeira devem ser retiradas até os dois anos de vida. A partir desta fase, a chupeta, além de não ter função nenhuma, pode atrapalhar o alinhamento dos dentes e da correta movimentação da língua durante a fala, causar flacidez da musculatura facial e favorecer a presença de respiração bucal. Quanto maior a duração, freqüência e intensidade com que a criança utilize os hábitos bucais (chupeta, dedo, mamadeira), maiores poderão ser essas alterações.


Dicas úteis

Após os 12 meses, ir substituindo a mamadeira pelo copo com canudo. Quando o bebê adormecer e parar de sugar a chupeta, retirá-la da boca. Evite deixar a criança a partir dos 6/7 meses de idade com a chupeta enquanto ela estiver acordada, pois esta só funcionará como uma rolha , prejudicando a fala.


A importância da mastigação

A mastigação é uma função condicionada e aprendida, necessitando de treino. Isso se iniciará a partir do sexto ou sétimo mês de vida independente dos primeiros dentes já terem erupcionados. Deve-se oferecer à criança, mordedores de látex incolor, tirinhas de carne e pedaços de pão. As papinhas e legumes devem ser apenas amassados com garfo e oferecidos com a colher pequena (a grande dificulta o vedamento labial e não cabe na boca do bebê). A dentição decídua ( de leite ) estará completa apenas aos três anos, mas a criança a partir de um ano e meio de idade já pode se alimentar de forma semelhante ao adulto com os dentes que possui e a gengiva, realizando uma etapa importante no amadurecimento da mastigação.


Dicas úteis

Dê preferência a alimentos mais consistentes e fibrosos, como cenoura e beterraba, frutas com casca, pão francês etc. porque eles auxiliam e fortalecem os músculos e ossos da face. Assim que o pediatra liberar, ofereça todos os tipos de alimentos: cereais, grãos, verduras, frutas, legumes, carnes etc. Deste modo, ele terá a chance de conhecer e apreciar os mais variados tipos de sabores, consistências e texturas. Permita que o bebê faça as refeições junto com toda a família a partir do momento em que ele sente no cadeirão. Respeite o horário e local de alimentação. Evite que ele se alimente sozinho em frente à televisão. Evite substituir as refeições por lanches e salgadinhos. Esses alimentos podem ser gostosos, mas não exigem da criança um esforço para mastigar e exercitar a região oral.