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Para formar adultos pacíficos devemos começar com amor e limites

Em síntese, a reflexão que a educadora Cybele Meyer levantou em Seu filho é agressivo? trata do desejo e preocupação em formar adultos pacíficos. Creio que, em última análise, este é um dos maiores desejos dos pais, tanto para seus filhos quanto para os filhos dos outros, não é mesmo?
Para evitar que a criança seja violenta podemos tomar algumas atitudes do conhecimento geral:
* Lembrar que o afeto constrói a confiança entre pais e filhos e que o apoio emocional se mostra até nas nossas posturas quanto às tarefas da escola e à interação com amigos deles.

* Definir regras e cuidar para que sejam cumpridas garantirá que eles saibam dos direitos e deveres que todos os seres humanos têm em sociedade e deixar claro, em atitudes firmes e amorosas, que comportamentos corretos são valorizados e haverá alguma perda se as regras estabelecidas são quebradas.

* Com amor e limites, ambos demonstrados numa postura firme nas quais os pais também se lembram de respeitar “os combinados”, a  criança se sentirá segura para agir corretamente também, pois ela aprende pelo exemplo. Evite que o cansaço e as variações de humor não podem ser motivos para mudar todo dia regras acertadas no convívio familiar.

* Claro que, como humanos, às vezes perdemos o controle – e isso é normal – mas é possível evitar (ao máximo) gritar, xingar e bater e acusar a criança de coisas que não dependem dela ou que ela não poderia mudar. E aqui entra outro modelo exemplar que vale manter na presença das crianças: cuide da relação que você vive com seu cônjuge, se for discutir algo, tente fazer sempre longe dos filhos.

* Acima de tudo, guarde esta máxima: ame seus filhos pelo que eles são  e não deixe de ter mente que os filhos não vêm ao mundo para preencher nossas expectativas.


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Seu filho é agressivo?


É muito importante que os pais saibam discernir até onde o comportamento do filho é uma experimentação das capacidades do corpo ou o ingresso para a agressividade.
Nos primeiros anos de vida a criança tem necessidade de conhecer e experimentar tudo que está ao seu redor, e neste experimentar está incluído o bater, chutar, gritar, se jogar no chão, atirar coisas nos outros, morder e tantos outros comportamentos. É no momento que a criança está experimentando as reações para estas ações que os pais têm que intervir na orientação e na imposição de limites. Cabe a eles mostrar o que a criança pode ou não fazer e isto deve acontecer desde a primeira manifestação. A postura dos pais tem que ser segura e decisiva, sempre envolvida de muito diálogo e muito amor.
  

O exemplo também é fator estimulador destas ações, pois se o filho vê os pais gritando um com o outro ou até mesmo se agredindo é claro que o seu comportamento será imitativo. Porém, se no lar não há nenhum tipo de agressividade e a criança, mesmo sendo repreendida, continua com este comportamento vale verificar qual a causa geradora. Muitas vezes a frustração, como a chegada de um irmãozinho, a separação dos pais, a troca da babá, pode desencadear comportamentos agressivos. É neste momento que o diálogo verdadeiro com explicações reais deve respaldar a leitura que o filho está fazendo. Agindo assim você estará dando segurança e mostrando que há outras maneiras para se comunicar não precisando fazer uso da agressividade.

  

O que se observa é que muitos pais têm postura passiva diante destes comportamentos e as justificativas são praticamente as mesmas: passam fora o dia todo e não querem se confrontar com o filho no momento que estão juntos, ou porque não sabem como agir. Vale lembrar que a sociedade é regida por regras e que a criança que não tem contato com as regras desde os primeiros anos terá muita dificuldade em conviver socialmente agindo com agressividade sempre que for contrariada. Com o passar dos anos esta deformidade comportamental poderá resultar em delinquência como podemos constatar nos mais diferentes exemplos noticiados diariamente nos meios de comunicação.


  

Nós, pais, temos a obrigação de educar nossos filhos com base em valores, respeito e limites. Somente assim contribuiremos para uma vida social digna e justa.



Barrinhas e Divisórias

O que se pode dizer sobre Limites

Quem nunca se deparou com uma criança dando birra em um shopping ou supermercado, querendo ganhar alguma coisa que seus pais lhe negaram? Esta é uma cena comum nos dias de hoje, devido à sociedade consumista em que vivemos.
Desde a primeira infância, a criança precisa apreender os conceitos de se ter limites para que a sua convivência social se estabeleça de forma agradável e saudável.
Porém, o que temos visto, são pequenos reizinhos, tendo tudo o que querem, ganhando presentes a toda hora e sem motivo algum, sendo estimulados a serem grandes consumidores, por receberem influências da própria família bem como da mídia. É uma competitividade sem fim.
Isso acontece devido aos pais trabalharem muito, pois só assim conseguirão manter o padrão de vida elevado e estarem sempre ausentes das vidas de seus filhos, querendo recompensá-los pela ausência, enchendo-lhes de mimos e “presentinhos”. E no lugar de valores que se interiorizam por toda a vida trocam a formação do “ser”, ensinando para os pequenos o poder de “ter”. 
 
Outro grande problema é em relação às escolas, onde os pais vem delegando suas responsabilidades como educadores e formadores do caráter dos seus filhos às professoras, à escola de um modo geral. É claro que a escola tem um papel fundamental na formação do aluno, podendo ajudá-lo a ter uma convivência social mais feliz, proporcionando-lhe oportunidades de boa convivência, mas existem momentos em que a criança não está ali e os pais precisam aprender a tomar atitudes mais determinadas, mostrando aquilo que não se pode fazer ou falar.
Na verdade, quando a criança chora, faz a birra, seus gritos são um pedido de ajuda, de socorro, querendo receber ao invés das caixas de presentes, uma grande porção de amor, paciência, toque de pele, muitos abraços e muitos beijos, alguém que lhes dê atenção, que brinque e converse olhando em seus olhos com muito respeito e carinho. Bom seria se seus pais, ao invés de comprar-lhes presentes, pudessem confeccioná-los juntos, como uma pipa, um tabuleiro de damas, um vai-e-vem, ou mesmo brincar de bola de sabão, amarelinha, jogar bola, passear num parque, caminhar e comer pipoca, olhar e sentir as belezas da natureza. Momentos simples, porém que trazem prazer, atenção, que faz a criança se sentir valorizada e querida.
A criança que recebe limites, sente-se amada, segura, pois aprende que é preciso respeitar o direito e o espaço do outro, da mesma forma que o seu direito e o seu espaço são respeitados. Vai percebendo que no seu meio existem outras necessidades da família e não somente a sua diversão e os seus prazeres e, aos poucos, consegue ter entendimento desses conceitos, ensinados através do diálogo e da amizade.
Dar limites é demonstração de amor, de proteção, porque a vida ganha um espaço delimitado daquilo que se pode e do que não se pode fazer, e o mundo não fica tão solto, tão vazio, tão grande para elas, que são tão pequenas.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

O que fazer com crianças que morde


Ai, que vontade de morder



Conteúdo:
Identidade e Autonomia

Objetivo:
Lidar com crianças que mordem.

Desenvolvimento :

Para que as mordidas não aconteçam
Estimule situações comunicativas, pois o uso progressivo da fala e de outras formas de comunicação vão, aos poucos, substituir as dentadas.
Garanta que haja variedade de material, principalmente dos brinquedos preferidos. Dessa forma, há a possibilidades de escolha para todos, evitando-se assim as disputas.
Esteja sempre por perto na hora em que o grupo compartilhar brinquedos.
Evite situações que irritam ou cansam as crianças, como fome, sono e longos períodos de espera entre uma atividade e outra.
Se houver uma que costuma morder com mais freqüência, fique próximo dela. Certamente ela vai se sentir mais constrangida com um adulto por perto.


Mas, se elas acontecerem

Antes de tudo, cuide de quem sofreu a mordida e o acolha.
Se quem mordeu tiver mais de 3 anos, chame-o para ajudar a cuidar do machucado que causou e assim conhecer as conseqüências de sua ação. Não brigue, mas seja firme e explique que isso não é uma coisa boa de se fazer porque causa dor.
Analise os contextos e a freqüência desse comportamento e investigue as causas.
Nunca estigmatize a criança tornando-a a mordedora do grupo.
Ao contrário, procure ajudá-la a mudar de atitude.
Ao avisar os pais de quem sofreu a mordida, não revele o nome do colega que causou o machucado, mas explique as providências tomadas.
Já os familiares da que mordeu só devem ser comunicados se o comportamento se repetir com freqüência.




A importância dos limites para a criança


CRIANÇA PRECISA DE LIMITES QUE AS PROTEJAM.

DAR LIMITES É...
-Ensinar que os direitos são iguais para todos.

-Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.

-Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.

-Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário.

-Só dizer "não" aos filhos quando houver uma razão concreta.

-Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.

-Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as única coisas que contam).

-Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção).

-Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).

-Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.

-Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.

-Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.

-Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente:
Dar exemplo!

Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.

DAR LIMITES NÃO É...

-Bater nos filhos para que eles se comportem.

-Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.

-Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.

-Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.

-Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a "lei do mais forte".

-Gritar com as crianças para ser atendido.

-Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.

-Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.


-Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança.

-Toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este "não" tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais.

-O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física.

-Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum.

Texto extraído livro:
"Limites Sem Trauma" de Tânia Zagury.